{"id":3315,"date":"2018-10-16T05:00:52","date_gmt":"2018-10-16T08:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/?p=3315"},"modified":"2021-02-02T03:19:17","modified_gmt":"2021-02-02T03:19:17","slug":"o-novo-gestor-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/2018\/10\/16\/o-novo-gestor-parte-ii\/","title":{"rendered":"O Novo Gestor &#8211; Parte II"},"content":{"rendered":"<p>Acredito que o\u00a0<strong>Novo Gestor<\/strong>\u00a0deveria, antes de tudo, resgatar o que ele sempre deveria ter sido e ao final desta s\u00e9rie de posts pretendo responder os &#8220;porqu\u00eas&#8221; e os &#8220;comos&#8221;.<\/p>\n<p>Na <a href=\"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/o-novo-gestor\/\"><strong>Parte I<\/strong><\/a>\u00a0eu argumentei que:<\/p>\n<ul>\n<li>O \u00c1gil n\u00e3o \u00e9 algo indefin\u00edvel \u2014 \u00c9 uma forma de pensar que, de fato, tem uma forma: O Manifesto \u00c1gil;<\/li>\n<li>Um gestor n\u00e3o deveria <em>ser<\/em> \u00c1gil ou <em>ser<\/em> Tradicional \u2014 mas <em>usar<\/em> as formas de pensar apropriadas aos contextos;<\/li>\n<li><em>Resultado<\/em> \u00e9 uma propriedade da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o de um <em>mindset<\/em> \u2014 Apesar destes colaborarem com resultados.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Listei ainda alguns t\u00f3picos para explorarmos, al\u00e9m de outros que pretendo cobrir:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Maturidade \u00c1gil n\u00e3o \u00e9 o que vemos por ai; <\/strong><\/li>\n<li>Al\u00e9m do \u00c1gil; e<\/li>\n<li>Recomenda\u00e7\u00f5es ao Novo Gestor.<\/li>\n<\/ul>\n<h3><strong>Hoje trataremos da Maturidade \u00c1gil<\/strong><\/h3>\n<p>Avaliar a maturidade de um mindset \u00e9 no m\u00ednimo complicado, quando n\u00e3o \u00e9 in\u00fatil.<\/p>\n<p>Os modelos de maturidade que pesquisei trazem uma defini\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de \u00c1gil antes de determinar como avaliam \u2014 E n\u00e3o poderia ser diferente \u2014 Mas a defini\u00e7\u00e3o que fazem, ao meu ver, s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es de uma aplica\u00e7\u00e3o \u00c1gil, diferente do meu entendimento sobre ser um <em>mindset<\/em>.<\/p>\n<p>Veja por exemplo o <strong><a href=\"https:\/\/www.equalexperts.com\/blog\/our-thinking\/welcome-to-the-worlds-simplest-agile-maturity-model\/\">Modelo de Maturidade \u00c1gil Mais Simples do Mundo<\/a><\/strong> \ud83d\ude42<\/p>\n<p>Ele resume agilidade em &#8220;<em>frequ\u00eancia de releases<\/em>&#8220;. Logo, se os projetos aumentam a frequ\u00eancia de lan\u00e7amentos (releases) isso seria um indicador de maturidade \u00c1gil.<\/p>\n<p>Temos tamb\u00e9m o <a href=\"https:\/\/info.thoughtworks.com\/rs\/thoughtworks2\/images\/agile_maturity_model.pdf\"><strong>Modelo de Maturidade \u00c1gil da Thoughtworks (2011)<\/strong><\/a> que avalia o processo de constru\u00e7\u00e3o de software e o classifica em 5 n\u00edveis, de <em>-1 \u2014 Regressivo: processos reativos<\/em> at\u00e9 o <em>3 \u2014 Otimizado: foco na melhoria cont\u00ednua<\/em>.<\/p>\n<p>Temos a <a href=\"https:\/\/acervodigital.ufpr.br\/bitstream\/handle\/1884\/43561\/Bussola%20Agil%20-%20Grace%20e%20Gustavo.pdf\"><strong>B\u00fassola \u00c1gil<\/strong><\/a>, um trabalho de conclus\u00e3o feito em Curitiba, GRACE KELLY PATITUCCI WEISS e GUSTAVO LUCAS DE LIMA (2016), que sugere 7 categorias sobre as quais voc\u00ea analisaria a maturidade do ambiente, abordando, por exemplo, <em>Aprendizagem; Entregas; e Relacionamento com o cliente<\/em>.<\/p>\n<p>Thiago Rocha, postou no LinkedIn uma sugest\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/pulse\/modelo-de-maturidade-%C3%A1gil-thiago-rocha\/\"><strong>Modelo de Maturidade \u00c1gil que usou na PwC (2017)<\/strong><\/a> olhando os aspectos de <em>Pessoas; Processos; Praticas e Ferramentas; Estrutura Organizacional; e Equipe<\/em> e tamb\u00e9m sugere <em>5 n\u00edveis: do Limitado ao Agile Avan\u00e7ado<\/em>.<\/p>\n<p>Raphael Albino tratou deste tema num <a href=\"http:\/\/blog.plataformatec.com.br\/2018\/03\/o-desafio-de-analisar-a-maturidade-agil-de-uma-empresa\/\"><strong>post no Blog da Plataformatec<\/strong><\/a>: analisou os discursos atuais sobre efici\u00eancia e da efic\u00e1cia trazendo o aspecto econ\u00f4mico na sua sugest\u00e3o. Ele representa \u00c1gil como sendo<\/p>\n<blockquote><p><em>&#8220;entregar pequenos lotes, em curtos espa\u00e7os de tempo a fim de validar hip\u00f3teses de neg\u00f3cio, reduzir riscos e responder com rapidez \u00e0s mudan\u00e7as de mercado\u201d<\/em>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Apresenta ent\u00e3o os aspectos que seu modelo considera: <em>M\u00e9tricas; Pr\u00e1ticas e Pap\u00e9is; Prioriza\u00e7\u00e3o orientada ao neg\u00f3cio; Resultado financeiro<\/em>.<\/p>\n<p>Estes s\u00e3o apenas alguns dos modelos de avalia\u00e7\u00e3o de Maturidade \u00c1gil. Voc\u00ea encontra v\u00e1rios outros pesquisando rapidamente na internet. <strong>Qual deles est\u00e1 certo? Qual deles \u00e9 o melhor? Qual deles representa melhor o que \u00e9 ser \u00c1gil?<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que todos os modelos apresentados sejam \u00fateis e promovam bons direcionamentos, mas todos partem de uma defini\u00e7\u00e3o particular do que \u00e9 ser \u00c1gil, acabando por avaliar uma aplica\u00e7\u00e3o do \u00c1gil e n\u00e3o o \u00c1gil em si (valores e princ\u00edpios).<\/p>\n<p>\u00c9 como se diss\u00e9ssemos, corretamente, que estamos medindo a maturidade Scrum de uma organiza\u00e7\u00e3o \u2014 ou seja, uma proposta de aplica\u00e7\u00e3o \u00c1gil.<\/p>\n<h3>Como seria uma avalia\u00e7\u00e3o de maturidade \u00c1gil?<\/h3>\n<p>Como avaliar se uma empresa est\u00e1 pensando conforme um determinado <em>mindset<\/em>?<\/p>\n<p>Acredito que precisar\u00edamos ter um avaliador para ouvir as <strong>discuss\u00f5es<\/strong> e o processo de <strong>tomada de decis\u00e3o<\/strong> nos v\u00e1rios n\u00edveis da empresa, das equipes \u00e0 presid\u00eancia, averiguando se naquela determinada decis\u00e3o valorizaram mais <em>software em funcionamento do que documenta\u00e7\u00e3o abrangente<\/em>, por exemplo.<\/p>\n<p>Se continuamente privilegiam\u00a0<em>indiv\u00edduos e intera\u00e7\u00e3o entre eles mais que processos e ferramentas<\/em>; Se naquela an\u00e1lise feita buscaram investir em <em>responder \u00e0 mudan\u00e7as mais que seguir um plano<\/em>. E assim se daria a an\u00e1lise para todos os valores e princ\u00edpios \u00e1geis, nas camadas organizacionais que se queira avaliar.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para quem est\u00e1 buscando excel\u00eancia nas pr\u00e1ticas, parece fazer sentido avaliar a maturidade de suas aplica\u00e7\u00f5es, mas avaliar a maturidade do <em>mindset<\/em> \u00c1gil, como apresentei acima, parece custoso e desnecess\u00e1rio.<\/p>\n<p><em>Maturidade \u00c1gil deveria ser a menor preocupa\u00e7\u00e3o do Novo Gestor.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>Na Parte III avan\u00e7arei um pouco mais na minha interpreta\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos \u00c1geis e darei um pouco mais de contexto para o que no futuro irei propor como atributos do Novo Gestor.<\/em><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/o-novo-gestor\/\"><strong>Veja tamb\u00e9m a Parte I<\/strong><\/a>\u00a0| <a href=\"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/o-novo-gestor-parte-iii-o-movimento\/\"><strong>Parte III<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acredito que o\u00a0Novo Gestor\u00a0deveria, antes de tudo, resgatar o que ele sempre deveria ter sido e ao final desta s\u00e9rie de posts pretendo responder os &#8220;porqu\u00eas&#8221; e os &#8220;comos&#8221;. Na Parte I\u00a0eu argumentei que: O \u00c1gil n\u00e3o \u00e9 algo indefin\u00edvel \u2014 \u00c9 uma forma de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3317,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,7,29],"tags":[71,72,75,73,74],"class_list":["post-3315","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agile","category-gestao","category-opiniao","tag-definicoes","tag-falacias","tag-maturidade","tag-mitos","tag-onovogestor"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3315","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3315"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3315\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3795,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3315\/revisions\/3795"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3315"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3315"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3315"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}