{"id":3585,"date":"2019-07-09T20:47:32","date_gmt":"2019-07-09T23:47:32","guid":{"rendered":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/?p=3585"},"modified":"2021-02-02T03:12:59","modified_gmt":"2021-02-02T03:12:59","slug":"entre-ideologos-e-oportunistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/2019\/07\/09\/entre-ideologos-e-oportunistas\/","title":{"rendered":"Entre ide\u00f3logos e oportunistas"},"content":{"rendered":"\r\n<p>ENTRE IDE\u00d3LOGOS E OPORTUNISTAS<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Dez anos atr\u00e1s est\u00e1vamos criticando ferozmente uma abordagem de gest\u00e3o como se houvesse algu\u00e9m do outro lado para se defender.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Pela aus\u00eancia de um antagonista, a tribo Tradicional nunca foi uma tribo \u2014 pelo menos n\u00e3o uma tribo forte. Cultivavam seus s\u00edmbolos, usavam o MS Project, mas n\u00e3o por acreditarem numa ideia melhor que outras mas sim por n\u00e3o haver outras op\u00e7\u00f5es.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Com o nascimento do \u00c1gil &#8220;nasce&#8221; tamb\u00e9m o Tradicional pela necessidade de representar a antiga forma de se fazer as coisas e sobre o qual a rec\u00e9m comunidade \u00e1gil come\u00e7a atacar \u2014 sem existir de fato uma guerra declarada.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Nasce aqui o ide\u00f3logo \u00e1gil que v\u00ea na agilidade, agora sim, uma ideia melhor que as outras e um subterf\u00fagio perfeito para encampar mudan\u00e7as culturais leg\u00edtimas e necess\u00e1rias.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Entretanto, apesar da adequa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria no m\u00e9todo e na cultura, trazidos pelo \u00c1gil, os movimentos extrapolaram os limites ocupando espa\u00e7os e se tornando o pensamento hegem\u00f4nico que vemos hoje. N\u00e3o seria ruim, todavia, se n\u00e3o tivessem deixado de lado alguns bons valores do Tradicional e se n\u00e3o houvesse uma aplica\u00e7\u00e3o oca galopante dos frameworks. Virou a ideia pela ideia. Ideologia.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u00c9 nesse contexto que surge nosso segundo personagem: o oportunista.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>H\u00e1 2 tipos de oportunistas: os que se aproveitam da energia cin\u00e9tica da onda \u00c1gil para consolid\u00e1-la eternamente e os que buscam fortalecer sua tribo cuspindo no prato que um dia j\u00e1 comeu. O primeiro gera fragilidade; o segundo n\u00e3o agrega nada. Ambos se aproveitam.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O oportunista que busca consolidar a agilidade de forma perp\u00e9tua \u00e9 aquele que aprendeu um ou dois &#8220;truques \u00e1geis&#8221; e parou ai. Aplica na sua empresa ganhando elogios por um tempo ou faz treinamentos num mercado sedento pela novidade, doutrinando uma forma de pensar \u00fanica.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O segundo oportunista \u00e9 aquele que come\u00e7ou na agilidade, trabalhou com Scrum por um tempo, se formou lendo material da comunidade \u00c1gil, mas agora, de repente, n\u00e3o serve mais. Conheceu uma nova turminha e agora critica de forma generalizada o Scrum Master e o Agile Coach para reafirmar seus novos paradigmas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Neste segundo grupo h\u00e1 muitos agilistas enrustidos, trabalhando em Sprints, enquanto n\u00e3o conseguem ganhar o p\u00e3o de cada dia com outra coisa. Com Kanban, por exemplo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Talvez seja um reflexo dos debates pol\u00edticos que vemos no brasil. Sobra paix\u00e3o e falta contexto.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ENTRE IDE\u00d3LOGOS E OPORTUNISTAS Dez anos atr\u00e1s est\u00e1vamos criticando ferozmente uma abordagem de gest\u00e3o como se houvesse algu\u00e9m do outro lado para se defender. Pela aus\u00eancia de um antagonista, a tribo Tradicional nunca foi uma tribo \u2014 pelo menos n\u00e3o uma tribo forte. 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