{"id":363,"date":"2016-04-12T16:00:39","date_gmt":"2016-04-12T19:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/?p=363"},"modified":"2016-04-12T16:00:39","modified_gmt":"2016-04-12T19:00:39","slug":"complexidade-ou-incompetencia-ou-os-dois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/2016\/04\/12\/complexidade-ou-incompetencia-ou-os-dois\/","title":{"rendered":"Complexidade ou incompet\u00eancia?"},"content":{"rendered":"<p>Num contexto complexo as rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito n\u00e3o s\u00e3o evidentes e sabidas de in\u00edcio. S\u00f3 conseguimos entender um determinado acontecimento olhando em retrospectiva, quando ent\u00e3o, e somente ent\u00e3o, verificamos o encadeamento de fatos que levou a determinado desfecho.<\/p>\n<p>Ao lidar com a complexidade preferimos modelos que nos ajudem a experimentar e a nos adaptar, pois n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel prever ou criar planos infal\u00edveis como contextos determin\u00edsticos permitiriam. Logo, eis que aparece a quest\u00e3o que me levou a escrever este post e a trocar ideias com alguns amigos da comunidade:<\/p>\n<blockquote><p>Se estamos na complexidade, em que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel garantir prazos precisos e nem resultados, pois espera-se que a adapta\u00e7\u00e3o e o retroplanejamento colaborem com o aprendizado cont\u00ednuo e aplicado em busca de sucesso, como saber se uma falha qualquer foi fruto da imprevisibilidade do cen\u00e1rio complexo ou se poderia ter sido de fato evitada com algu\u00e9m mais experiente, especialista ou ainda com mais planejamento e capacidade de execu\u00e7\u00e3o?<\/p><\/blockquote>\n<p>Caso queira conhecer mais sobre o conceito da Complexidade, veja um post do Kudoos que publicamos explicando melhor o conceito e fornecendo outras boas refer\u00eancias:<\/p>\n<p>http:\/\/blog.kudoos.com.br\/gestao\/teoria-da-complexidade-na-copa-de-2014\/<\/p>\n<p>Foi com esta quest\u00e3o em mente que fiz este\u00a0v\u00eddeo. Primeiramente para compartilhar o dilema e minha d\u00favida. Depois consultei os sempre-sol\u00edcitos-amigos da comunidade \u00e1gil em busca de opini\u00f5es e contra-opini\u00f5es. N\u00e3o s\u00f3 tive boas respostas como pude mesmo entender melhor minha pergunta. \ud83d\ude42 Na sequ\u00eancia voc\u00ea confere o v\u00eddeo que introduz o tema e o hist\u00f3rico da conversa que tive com <strong><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/rafajagua\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rafael Camargo<\/a><\/strong>, <strong><a href=\"https:\/\/twitter.com\/manoelp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Manoel Pimentel<\/a> <\/strong>e <strong><a href=\"https:\/\/twitter.com\/mhaddad\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Matheus Haddad<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p><iframe title=\"[buzON] Complexidade ou incompet\u00eancia?\" width=\"940\" height=\"529\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Vntk05oSiUc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<p>CHAT VIA SLACK &#8211; <em>D\u00ea um desconto para os typos, foi um chat infomal \ud83d\ude09<\/em><\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\nOl\u00e1 @channel, a complexidade pode sempre ser usada como desculpa? Um pouco mais de contexto: o que quero responder \u00e9 mais na linha de at\u00e9 que ponto podemos dizer que o fracasso em um plano (vamos imaginar uma meta de uma sprint ou algo combinado com um cliente) pode ser justificado por estarmos em um ambiente complexo, com muitas vari\u00e1veis e imprevisibilidade e at\u00e9 que ponto foi incapacidade de planejamento, execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Talvez n\u00e3o tenha resposta simples ou talvez tenha e n\u00e3o estou enxergando, mas queria s\u00f3 ver se algu\u00e9m j\u00e1 pensou sobre isso e se tem algo para orientar minha reflex\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p><strong>manoelp<\/strong><br \/>\nIMHO: Mesmo sabendo das implica\u00e7\u00f5es da complexidade, eu nunca usei (e n\u00e3o acho muito legal usar) como desculpa. Contudo o que acho que \u00e9 algo honesto: N\u00e3o assumir uma promessa\/compromisso de plena capacidade de planejar ou se ser fiel ao plano (artefato est\u00e1tico)&#8230;mas \u00e9 uma vis\u00e3o pessoal. Parece uma coisa boba, mas tenho usado muito o termo \u201ctarget\u201d. Assumindo que podemos acertar &#8220;na mosca&#8221; ou errar com alguma proximidade do acerto\u00a0\ud83d\ude42<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\nVamos deixar ent\u00e3o a quest\u00e3o dos prazos e compromisso de lado um pouco @manoelp. Vamos imaginar que fizemos um APP e lan\u00e7amos. O APP n\u00e3o vinga, n\u00e3o est\u00e1 atraindo o p\u00fablico. Neste momento, todos fazem uma retrospectiva. E numa retr\u00f4 procuram saber o que poderia ter sido melhor, assumindo que alguma coisa pudesse ter sido feita para evitar esse cen\u00e1rio ou para entender o que podem fazer para estar melhor preparado para o pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Se pud\u00e9ssemos reunir todas as decis\u00f5es tomadas por aquele time durante o per\u00edodo de desenvolvimento, as a\u00e7\u00f5es realizadas, as conversas, o processo de concep\u00e7\u00e3o, de forma oniciente \ud83d\ude42 , constatar\u00edamos que, segundo nossa an\u00e1lise, o usu\u00e1rio (persona) poderia ter sido melhor entendido, n\u00e3o assumindo algumas premissas de forma precipitada, incorrendo na n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o do produto inicial.<\/p>\n<p>Qual das respostas abaixo soa melhor na opini\u00e3o de voc\u00eas. Ou qual seria uma an\u00e1lise melhor, pegando elementos das alternativas abaixo e\u00a0da sua pr\u00f3pria opini\u00e3o?<\/p>\n<p>a) Totalmente aceit\u00e1vel: Mesmo que o processo de idea\u00e7\u00e3o inicial tenha sido um pouco negligenciando, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel acertar sempre e ter certezas, sendo que precisamos ir o quanto antes para produ\u00e7\u00e3o com a hip\u00f3tese que tivermos e avaliar o feedback real do usu\u00e1rio. O time precisa somente se preocupar em ser o mais r\u00e1pido que puder para lidar o quanto antes com os problemas.<\/p>\n<p>b) Aceit\u00e1vel: Faz parte do contexto complexo o grau de maturidade do time e mesmo podendo ser um time menos experiente, que erre alguns conceitos que poderiam ter sido previstos por um time mais senior ou experiente, isso faz parte da complexidade, aumentando as incertezas sobre os resultados. \u00c9 um contexto em que ser\u00e1 necess\u00e1rio trabalhar mais na capacita\u00e7\u00e3o do time, entretanto.<\/p>\n<p>c) Ruim: Mesmo o produto inicial tendo sido pequeno, gastaram um bom tempo em cima de uma premissa errada que poderia ter sido melhor trabalhada de in\u00edcio. Isso n\u00e3o tem haver com complexidade, mas com o contexto -complicado-, pois era poss\u00edvel prever, com a ajuda de uma pessoa mais especialista, que isso n\u00e3o daria certo.<\/p>\n<p><strong>manoelp<\/strong><br \/>\nAcho que a resposta pode ser enviezada nesse grupo, mais eu iria de op\u00e7\u00e3o A\u00a0\ud83d\ude42<br \/>\nPrincipalmente, mesmo pela perspectiva que vc apresentou (business). A\u00ed que tem realmente incertezas. Ent\u00e3o eu iria de A ou B<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nSeria a op\u00e7\u00e3o A com a explica\u00e7\u00e3o da B<\/p>\n<p><strong>manoelp<\/strong><br \/>\nPor exemplo, j\u00e1 tive experi\u00eancia, como empres\u00e1rio, em \u00e1rea totalmente foda de TI (\u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o). Segui toda a cartilha de planejamento detalhado do SEBRAE e da ABF (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Franchising) e ainda assim, t\u00ednhamos muitas surpresas nos resultados de nossos produtos.<\/p>\n<p>Mas de fato \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o chata. Perde-se dinheiro. A pergunta \u00e9: <strong>Poderia ter evitado essa perda de dinheiro com mais capacidade de planejamento e execu\u00e7\u00e3o?<\/strong> Eu acredito que n\u00e3o\u00a0\ud83d\ude42<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nCerta vez fiz um BMC com o livro do lado, blogs de coachs aberto pra dicas,personas, hist\u00f3rias mais lindas que o senhor dos an\u00e9is&#8230; Sauron ganhou, n\u00e3o rolou. Fica uma dicotomia entre seguir tudo para ter uma evolu\u00e7\u00e3o no aprendizado, e atingir o real valor necess\u00e1rio. Algumas vezes ficava claro que &#8220;etapas&#8221;poderiam ser &#8220;puladas&#8221;, mas em prol de fazer bonito, com todos juntos, seguimos a sequencia<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\nLegal @manoelp e @rafajagua . Mas no caso de voc\u00eas, voc\u00eas sabem que fizerem o melhor poss\u00edvel e provavelmente foi a complexidade do cen\u00e1rio que agiu.<\/p>\n<p>No caso do exemplo, houve uma neglig\u00eancia nessa an\u00e1lise inicial&#8230;. minha quest\u00e3o seria agora&#8230; \u00e9 poss\u00edvel constatar a complexidade somente depois de tirarmos a poss\u00edvel neglig\u00eancia ?<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nAcho que depende de como se olha. Era complexo, mas de repente um insigth, uma ideia mais bem explorada poderia ter dado um resultado diferente.\u00a0Como era consultoria, falhar d\u00f3 muito n\u00e9&#8230;..mas falhou e faz parte<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\nNo seu caso @manoelp, voc\u00ea foi v\u00edtima das incertezas e talvez n\u00e3o seria poss\u00edvel prever&#8230; Meu ponto \u00e9&#8230; sabemos que no exemplo houve um relaxo na an\u00e1lise inicial&#8230; &#8220;no exemplo que eu dei&#8221;<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nCerto<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\nse falarmos que tudo \u00e9 complexo, nao importaria o jeito \/ como far\u00edamos. Basta fazer de qualquer jeito e depois ir aprendendo com o cen\u00e1rio complexo (s\u00f3 provocando!)<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nSim<\/p>\n<p><strong>manoelp<\/strong><br \/>\nAcho que n\u00e3o precisa ser assim. At\u00e9 mesmo.. o PDCA foi inventado para isso.<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\n\u00e9 esse limiar que estou procurando @manoelp<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nacho que n\u00e3o tem Buzon<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\n\ud83d\ude42<\/p>\n<p><strong>manoelp<\/strong><br \/>\nse fosse no caos.. eu partiria para uma abordagem #NoPlanning<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nA\u00a0gente aceita a falha e recome\u00e7a. Se nesse caso tem um ponto claro de melhoria, na pr\u00f3xima bora tentar melhorar nesse ponto.<\/p>\n<p><strong>manoelp<\/strong><br \/>\nMas na complexidade\u2026 Eu controlaria uma dosse saud\u00e1vel de hip\u00f3teses. Mas reconhecendo isso, que s\u00e3o especula\u00e7\u00f5es,\u00a0e n\u00e3o posso mudar isso at\u00e9 que o fato ocorra.<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sei seu cen\u00e1rio, se o ambiente \u00e9 seguro a falha. O\u00a0meu n\u00e3o era, deu zica, quando o m\u00e9todo \u00e9 feito bonito e da merda, a culpa cai na pessoa. tivemos de rebolar bem rebolado no caso.<\/p>\n<p><strong>manoelp<\/strong><br \/>\nMas seu ponto \u00e9 valido, Buzon. No geral. As pessoas preferem pecar pelo excesso do que pela falta. \u00c9 igual dimensionar a quantidade de comida para uma festa\/evento. Voc\u00ea sabe sabe que vai errar e que vai perder dinheiro. Ent\u00e3o vc compra uma quantidade de comida superior ao que precisa. Se isso \u00e9 uma abordagem intelligente, \u00e9 outra discuss\u00e3o. Mas as pessoas ficam mais tranquilos em saber: Tem comida para caralho! Mesmo sabendo que vai estragar kkkk<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nahuhuauhauha, bem por a\u00ed<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\nboa!<\/p>\n<p><strong>manoelp<\/strong><br \/>\nsitua\u00e7\u00e3o igual a \u201cplano&#8221;<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\ncomo disse, no cen\u00e1rio que passei, a ideia era seguir tudo tim tim por tim tim e se deu zica, foi a capacidade de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>manoelp<\/strong><br \/>\nvd sabe que vai falhar\u2026 mais seu caga\u00e7o diminui pois &#8220;pelo menos tem um plano\u201d. Algo nessa linha kkk<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nN\u00e3o foi uma experi\u00eancia l\u00e1 muito boa, mas como aprendizado pra vida valeu bem<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\nEu estava mais na linha de incluir ou n\u00e3o a capacidade do time dentro da complexidade&#8230; A quest\u00e3o talvez seja que <span style=\"text-decoration: underline;\">n\u00e3o<\/span> sabemos o que as pessoas <span style=\"text-decoration: underline;\">n\u00e3o<\/span> sabem, certo? Da\u00ed a composi\u00e7\u00e3o do time tamb\u00e9m \u00e9 complexa. Nunca ser\u00e1 poss\u00edvel pecar pelo excesso no meu exemplo, pois nunca se saber\u00e1 tudo, nunca ser\u00e1 suficiente e mesmo pensando que fizemos o melhor, desconhecemos o que <span style=\"text-decoration: underline;\">n\u00e3o<\/span> fizemos por <span style=\"text-decoration: underline;\">n\u00e3o<\/span> saber que existia. \ud83d\ude00<\/p>\n<p><strong>manoelp<\/strong><br \/>\nyeah<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\nS\u00f3 que uma vez aprendido, aquele ponto passa a n\u00e3o ser mais do dom\u00ednio complexo, certo?<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nTalvez. Executar o aprendizado pode ser complexo, ainda mais que nunca temos um cen\u00e1rio exatamente igual ao outro<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\nEu posso justificar usando complexidade at\u00e9 o ponto em que n\u00f3s, como organismos, entendemos aquele comportamento.<\/p>\n<p>entendi @rafajagua<\/p>\n<p><strong>manoelp<\/strong><br \/>\num ponto: para permitir um ownership sobre a falha, prefiro assumir ao assim: n\u00e3o tive a capacidade para lidar com as incertezas e surpresas no meio do caminho.<\/p>\n<p>Gosto de pensar assim, para n\u00e3o culpar a complexidade e ter pontos \u201cde a\u00e7\u00e3o\u201d para melhorar a forma de atua\u00e7\u00e3o, pois pode ser c\u00f4modo e passivo responsabilzar a complexidade. Seria algo falar algo tipo \u201cCulpa da Dilma&#8221; kkkk<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\n\ud83d\ude42 Certo. Mas algo tem que ser concreto, pois se tudo for relativo, nao h\u00e1 raz\u00e3o para buscarmos aprender continuamente. Na linha do que o @rafajagua estava colocando.<\/p>\n<p><strong>manoelp<\/strong><br \/>\nEu j\u00e1 comentei que parei deliberadamente de estudar sobre a complexidade pois eu estava ficando deprimido? Comecei a pensar: para que raios vale a pena viver?<\/p>\n<p>Experimenta ler Edgar Morin. Vc vai ver: Estamos fud**! kkkk \u00c9 igual aquele personagem do Jurassic Park 1, aquele que falava que tudo era caos kkkkk<\/p>\n<p><strong>Matheus Haddad<\/strong><br \/>\nColocar a culpa na complexidade por uma coisa que n\u00e3o deu certo \u00e9 igual culpar o mundo quando voc\u00ea n\u00e3o consegue realizar alguma coisa.<\/p>\n<p>A compreens\u00e3o de um cen\u00e1rio complexo s\u00f3 acontece em retrospectiva, como sabemos. \u00c9 com a vis\u00e3o do presente e com base nas experi\u00eancias e resultados passados, \u00e9 que podemos compreender as raz\u00f5es pelos resultados que obtivemos.<\/p>\n<p>Para lidar com a complexidade \u00e9 preciso ter uma abordagem n\u00e3o-determinista na forma de agir. PDCA, ciclos curtos de feedback, conhecimento e experi\u00eancias passadas ajudam no processo&#8230; Mas nenhuma dessas coisas s\u00e3o garantias de resultado positivo.<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\nvlw @matheus. Mas se nenhuma pr\u00e1tica destas \u00e9 garantia de sucesso, posso dizer ent\u00e3o que mundo \u00e9 culpado por eu n\u00e3o conseguir alguma coisa, como voc\u00ea colocou, certo?<\/p>\n<p>Se n\u00e3o existe determinismo num contexto, como separar incompet\u00eancia da incerteza inerente do caminho? (ficou profundo agora)<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nmas \u00e9 bem justo<\/p>\n<p><strong>Matheus Haddad<\/strong><br \/>\nClaro que n\u00e3o. A culpa sempre \u00e9 nossa que fomos menos competentes do que as outras pessoas que concorrem conosco em busca de sucesso nessa complexidade.<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nmas pense: a culpa \u00e9 sempre nossa, que diferen\u00e7a faz ent\u00e3o? Manja a filosofia doida&#8230;<\/p>\n<p><strong>Matheus Haddad<\/strong><br \/>\nAqueles que estiverem mais preparados, que conseguirem ver melhor como as coisas se conectam, que conseguem antecipar rela\u00e7\u00f5es de causa e efeitos que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o claras, v\u00e3o se sair melhor num ambiente complexo.<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nBuscamos fazer o melhor, pelo prop\u00f3sito e pela masteridade.<\/p>\n<p>Nem sempre Matehus. Black swans e outros efeitos est\u00e3o ai&#8230; Onde, \u00e0s vezes, nem sempre fazer o melhor, da melhor forma, garante&#8230;<\/p>\n<p><strong>Matheus Haddad<\/strong><br \/>\nSim. Mas \u00e9 isso que torna o capitalismo mais suport\u00e1vel: \u00e9 justamente a pluralidade dos crit\u00e9rios de julgamento, a exist\u00eancia de um n\u00famero incontrolavelmente grande de caminhos para o sucesso (e para o fracasso) que todos tem acesso.<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nSuport\u00e1vel \u00e9 uma boa defini\u00e7\u00e3o\u00a0\ud83d\ude42<\/p>\n<p>O\u00a0maior problema que eu via era: Trabalhei muito tempo em consultoria, e na maioria delas n\u00e3o tem abertura para erro, uma falha representa a perda de um projeto, que pode representar demiss\u00e3o direta. Logo, a toler\u00e2ncia era baixa. Algumas iniciativas eram pautadas para seguir a risca uma linha (seja um m\u00e9todo ou n\u00e3o) para garantir a qualidade. E quando uma falha acontecia, avaliar se a ader\u00eancia ao m\u00e9todo foi um fator, era uma das primeiras coisas<\/p>\n<p><strong>Rafael Buzon<\/strong><br \/>\npeguei a ideia @matheus<\/p>\n<p><strong>Rafael Camargo<\/strong><br \/>\nLogo, vc n\u00e3o tinha: a) permiss\u00e3o para falhar b) tempo h\u00e1bil de treino para maturidade (falhou uma vez, j\u00e1 era). Se o treino e repeti\u00e7\u00e3o s\u00e3o o caminho para masteridade, numa situa\u00e7\u00e3o daquela, era bem complexo, por isso que vejo na aleatoriedade uma resposta a muita coisa<\/p>\n<p><strong>Matheus Haddad<\/strong><br \/>\nLegal, @rafajagua. Esse \u00e9 um bom exemplo de uso de uma abordagem incompat\u00edvel com a realidade das coisas. Nos casos que d\u00e3o certo, que as pessoas conseguem alcan\u00e7ar um bom resultado, dizem que \u00e9 por conta do plano que fizeram ou da estrat\u00e9gia que escolheram de antem\u00e3o. Isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Provavelmente, o sucesso est\u00e1 mais ligado \u00e0 agilidade das pessoas, ao alinhamento de nexos causais do contexto e a outras coisas que n\u00e3o temos nem ideia que deve estar influenciando!<\/p>\n<hr \/>\n<p>A conversa foi \u00f3tima at\u00e9 aqui, mas paramos para continuarmos depois em algum bar. \ud83d\ude42 Alguns destaques que levo para mim:<\/p>\n<ul>\n<li>A inesperi\u00eancia de um time faz parte das vari\u00e1veis de um contexto complexo e influenciam os resultados;<\/li>\n<li>O que far\u00e1 um time mais bem sucedido que outro \u00e9 sua capacidade de evitar erros previs\u00edveis, ter sensibilidade para sentir o contexto se antecipando e adaptando aos <em>feedbacks<\/em> que coletar pelo caminho;<\/li>\n<li>A complexidade n\u00e3o \u00e9 e n\u00e3o pode ser usada como desculpa;<\/li>\n<li>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio se desculpar, de fato, por abordar o contexto como se deve abordar, ou seja, experimentando e errando para aprender e progredir;<\/li>\n<li>Somos incompetentes na Complexidade at\u00e9 que se prove o contr\u00e1rio \ud83d\ude42<\/li>\n<\/ul>\n<p>Obrigado pela discuss\u00e3o mais uma vez pessoal! At\u00e9 a pr\u00f3xima.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Imagem:\u00a0<a class=\"_ZR irc_hol i3724\" tabindex=\"0\" href=\"http:\/\/lifehacker.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-noload=\"\"><span class=\"irc_ho\" dir=\"ltr\">lifehacker.com<\/span><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num contexto complexo as rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito n\u00e3o s\u00e3o evidentes e sabidas de in\u00edcio. S\u00f3 conseguimos entender um determinado acontecimento olhando em retrospectiva, quando ent\u00e3o, e somente ent\u00e3o, verificamos o encadeamento de fatos que levou a determinado desfecho. 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