{"id":391,"date":"2016-04-26T06:30:38","date_gmt":"2016-04-26T09:30:38","guid":{"rendered":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/?p=391"},"modified":"2016-04-26T06:30:38","modified_gmt":"2016-04-26T09:30:38","slug":"os-3-momentos-de-papeis-e-responsabilidades-na-minha-carreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/2016\/04\/26\/os-3-momentos-de-papeis-e-responsabilidades-na-minha-carreira\/","title":{"rendered":"Pap\u00e9is e Responsabilidades"},"content":{"rendered":"<p>Eu fui um gerente de projetos tradicional, eu confesso. Fiz planos de projeto, criei cronogramas no Microsoft Project e enviei\u00a0meus <em>status reports <\/em>semanais. Belos dias aqueles do long\u00ednquo ano de 2007. Mas um dos artefatos que eu realmente gostava de fazer era o plano de comunica\u00e7\u00e3o, que, na evolu\u00e7\u00e3o da minha perspectiva, passou de mocinho para\u00a0vil\u00e3o e depois para her\u00f3i novamente.<\/p>\n<p>Pra quem n\u00e3o sabe o que \u00e9 um plano de comunica\u00e7\u00e3o, este define como as informa\u00e7\u00f5es devem fluir pelo projeto. Discorre sobre\u00a0a\u00a0frequ\u00eancia de cerim\u00f4nias; a periodicidade dos relat\u00f3rios; o tipo de informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para cada integrante do projeto; quem precisa ser consultado e quem precisa ser somente informado (quem n\u00e3o se lembra da saudosa matriz RACI ?); e, claro, descreve tamb\u00e9m os pap\u00e9is e responsabilidades de todos os <em>stakeholders<\/em>.<\/p>\n<p>Na minha carreira, e acredito que na de muitos gerentes de projeto tamb\u00e9m, houve momentos em que amamos e outros em que odiamos lidar com pap\u00e9is e responsabilidades. \u00c9 claro que cada projeto \u00e9 \u00fanico, mas com certeza\u00a0alguma vez tivemos problemas ou em definir, ou em fazer valer ou em gerenciar conflitos que tinham por natureza a falta de clareza de pap\u00e9is e responsabilidades.<\/p>\n<p>Abaixo comento um pouco sobre as 3 momentos\u00a0em que tive que lidar com Pap\u00e9is e Responsabilidades e no v\u00eddeo voc\u00ea confere\u00a0mais detalhes&#8230;<\/p>\n<h2>Momento\u00a01: Pap\u00e9is e Responsabilidades definidos<\/h2>\n<p>Na sess\u00e3o de Pap\u00e9is e Responsabilidades do Plano de Projeto, eu\u00a0achava interessante e realmente \u00fatil descrever o escopo de cada integrante. Era uma forma de liberta\u00e7\u00e3o, pois era poss\u00edvel alinhar as expectativas logo de in\u00edcio, sem postergar este alinhamento, facilitando\u00a0lidar com\u00a0conflitos futuros. E\u00a0mesmo havendo conflitos, sempre poder\u00edamos recorrer ao documento de pap\u00e9is e responsabilidades para julgar poss\u00edveis entraves.<\/p>\n<p>Todavia, como sabemos, nem tudo s\u00e3o flores na vida de um projeto. No melhor dos casos a necessidade da assinatura do Plano de Projeto exigia que os pap\u00e9is e responsabilidades fossem discutidos inicialmente, o que trazia certa clareza e alinhamento. No pior dos casos eram gastas v\u00e1rias horas e muita energia (al\u00e9m do desgaste das rela\u00e7\u00f5es) interpretando termos amb\u00edguos, usando o documento como instrumento de defesa, ao inv\u00e9s de simplesmente resolverem a quest\u00e3o de forma\u00a0colaborativa.<\/p>\n<h2>Momento\u00a02: Sem\u00a0Pap\u00e9is e Responsabilidades definidos<\/h2>\n<p>Ao descobrir a Agilidade\u00a0e estudar os\u00a0conceitos de auto-organiza\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o, autonomia e principalmente ao ler\u00a0o Manifesto \u00c1gil, comecei a entender que definir e prescrever responsabilidades era nocivo. O documento mais atrapalhava as intera\u00e7\u00f5es\u00a0do que contribu\u00eda realmente com os participantes. Era produzido e depois engavetado para uma poss\u00edvel utiliza\u00e7\u00e3o futura\u00a0e o projeto seguia seu curso.<\/p>\n<p>De fato, para que houvesse menos conflitos, o detalhamento das responsabilidades dos pap\u00e9is precisava ser profunda, clara, n\u00e3o amb\u00edgua, n\u00e3o conflituosa, mensur\u00e1vel, negociada, consentida, e, claro, para se conseguir tudo isso, antes do projeto come\u00e7ar, exigir-se-ia\u00a0um esfor\u00e7o gigantesco, para n\u00e3o dizer imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Motivado pelo \u00e1gil, acreditei que um time de projeto, sendo um organismo vivo, iria, atrav\u00e9s da confian\u00e7a dos membros uns nos outros e pela rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a esperada de parceiros e clientes, se complementar. Em outras palavras, cada membro do time iria se responsabilizar por coisas que precisariam ser feitas, mesmo n\u00e3o sendo exatamente do seu papel ou quando um membro n\u00e3o tivesse o perfil adequado ou quando simplesmente aquela atividade n\u00e3o estivesse sendo feita por ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Por um bom tempo acreditei nessa abordagem e sempre tentei estimular uma cultura que a amparasse. Na verdade, ainda acredito. Mas no caminho para se construir um ambiente, uma cultura e um time maduros, algo mais estruturado precisaria vigorar primeiro, e n\u00e3o era nem a prescri\u00e7\u00e3o de um gerente tradicional e nem a quase ut\u00f3pica auto-organiza\u00e7\u00e3o total intencionada dos primeiros &#8220;agilizadores&#8221;.<\/p>\n<h2>Momento\u00a03: Pap\u00e9is e Responsabilidades emergentes<\/h2>\n<p>Ao estudar Holacracia novamente me deparei com o conceito de pap\u00e9is e responsabilidades. A diferen\u00e7a agora, por\u00e9m, \u00e9 que o conceito n\u00e3o veio associado \u00e0s atribui\u00e7\u00f5es de um gerente ou \u00e0s inten\u00e7\u00f5es\u00a0de uma filosofia, mas como parte de um processo de governan\u00e7a de um framework.<\/p>\n<p>Quem define, revisa, outorga, revoga, especifica, completa ou clarifica as responsabilidades e dom\u00ednios de um pap\u00e9l, s\u00e3o os pr\u00f3prios integrantes do assim chamado projeto. De uma maneira emergente e sob demanda, mediante ainda \u00e0 uma tens\u00e3o (reclama\u00e7\u00e3o) leg\u00edtima de outro membro ou papel, as\u00a0responsabilidades s\u00e3o melhorados de forma r\u00e1pida, permitindo ao conjunto, ent\u00e3o, avan\u00e7ar sem <em>mimimis<\/em> desnecess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Assim, passo a acreditar que, no caminho por um contexto mais org\u00e2nico e autorepar\u00e1vel, faz-se necess\u00e1rio uma clareza que\u00a0venha da\u00a0prescri\u00e7\u00e3o de responsabilidades, mas que estas sejam definidas de forma emergente e por aqueles que vivenciam as dores, tens\u00f5es e consequ\u00eancias\u00a0da n\u00e3o-clareza dos pap\u00e9is.<\/p>\n<p>Veja mais detalhes destes 3 momentos no v\u00eddeo abaixo e compartilhe voc\u00ea tamb\u00e9m suas experi\u00eancias e opini\u00f5es a respeito.<\/p>\n<p><iframe title=\"[buzON] Pap\u00e9is e Responsabilidades \u2014 Revisado\" width=\"940\" height=\"529\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wQvR8LoUR-Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<hr \/>\n<pre>OBS: Quer conhecer mais sobre Holacracia? Veja a s\u00e9rie de posts do Kudoos em: <strong><a href=\"http:\/\/blog.kudoos.com.br\/holacracia\/\">http:\/\/blog.kudoos.com.br\/holacracia\/<\/a><\/strong><\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu fui um gerente de projetos tradicional, eu confesso. Fiz planos de projeto, criei cronogramas no Microsoft Project e enviei\u00a0meus status reports semanais. Belos dias aqueles do long\u00ednquo ano de 2007. Mas um dos artefatos que eu realmente gostava de fazer era o plano de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2722,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[34,35,36],"class_list":["post-391","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gestao","tag-analise","tag-paradigma","tag-revisao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/391","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=391"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/391\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=391"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=391"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rafaelbuzon.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=391"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}