Meu Banco será ágil?

Meu Banco será ágil?

Estamos vendo cada vez mais o avanço dos conceitos ágeis nas instituições pragmáticas e conservadoras, como Bancos, Telecoms e outras. Esse é o sinal de que a agilidade atravessou o abismo na curva de adoção de Geoffrey Moore e abre agora várias oportunidades no “grande mercado”.

Não sei se você conhecia, mas descobri que tem um tal de Agile Banking (aqui, aqui e aqui, que reúne ideias de como introduzir ágil nos bancos.

Mas a pergunta permanece: Será possível um banco se tornar ágil?

A pergunta é válida, uma vez que vemos várias instituições financeiras contratando Scrum Masters, Agile Coaches, Product Owners e falando a “língua ágil” nos seus corredores e cafés. Muitas parecem ter a intenção de se tornarem ágeis e investem forte na transformação, mas lá no fundo eu sinto que, pelo menos no Brasil, muitas estão indo na onda sem, de fato, entender ou desejar a mudança.

Mas talvez não seja impossível:

Steve Denning, em artigo de 2015, mostra o exemplo da Microsoft que era vista como um porta aviões gigante e lento e hoje é vista como um conjunto de pequenos barquinhos ligeiros. Temos o exemplo do ING Bank, da Holanda, que se tornou ágil e parece que o ANZ também está na jornada para a agilidade. O mesmo parece acontecer com o U.S. Bank (Funciona somente para bancos que tenham menos de 3 letras no nome 😆 ).

OK, se existe alguns exemplos de transformação, quer dizer que é possível. Vejamos então quanto tempo leva para transformar uma grande empresa:

A Microsoft, em sua jornada para ser mais leve, demorou cerca de 10 anos. A BMW, segundo Jeff Sutherland, também levaria 10 anos (apesar de quererem fazer em três)(Scrum Gathering Rio 2017). A ING está na jornada de transformação também já há 10 anos. Parece que 10 é o número mágico para transformações ágeis em grandes empresas, certo?

Logo, se você está em um Banco aqui no Brasil, que teve sua transformação iniciada no ano passado (2016), é possível que você tenha alguns anos ainda pela frente e voltaremos a conversar em 2026 sobre os resultados.

Conjecturando…

Cenários que eu acho possível de acontecer no mercado:

  • Os líderes destas instituições tradicionais realmente se engajando e conduzindo as mudanças necessárias para transformar a empresa em algo mais adaptável, focada no cliente e responsiva – 10 anos estamos DONE!
  • Os líderes dos bancos descobrem tardiamente que o negócio era sério mesmo e demoram mais que 10 anos para tudo acontecer – 15 anos estamos DONE!
  • Disrupção com FinTechs gera uma crise apocalíptica no mercado tradicional e gigantes necessitem se quebrar em empresas menores e já ágeis – 8 anos DONE!
  • Em 10 anos teremos players totalmente novos no mercado principal e estudaremos os cases de Itaú, Santander, Bradesco e outros nas aulas de MBA Ágil de Negócios 😜
  • Em 10 anos nada muda. Continua tudo igual. Algumas coisas estarão mais ágeis e outras, por que não, mais tradicionais.

E ai? Qual cenário te parece mais provável? Vê algum outro?

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Sobre o Autor

buzON administrator

Rafael Ferreira Buzon é certificado CSM – Certified Scrum Master e PMP – Project Management Professional; tem extensão em Gestão de Marketing, Gestão de Pessoas e Gestão de Projetos pela FGV; formado em Sistemas de Informação pela UNESP; Palestrante em conferências Ágeis; Já trabalhou em consultorias de tecnologia para Educação, Inovação, Portais colaborativos, E-commerce e Gestão do conhecimento. Também é co-fundador do kudoos.com.br e Lean Coffee São Paulo. Tem implementado metodologias ágeis há 6 anos, como Scrum e XP, além de modelo híbridos e também realizado migrações de sucesso de Scrum para Kanban.

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